Um Direcionamento das Grandes Áreas Médicas - Pediatria

Eai, galera! Para você que não acompanhou nosso bate-papo com a incrível Dra. Nathália Sousa, confere a seguir os principais pontos da nossa conversa.


DESMISTIFICANDO A PEDIATRIA

O estigma das mães super preocupadas não é bem verdade. Quando você passa para a mãe que você também quer o melhor pra criança e vai fazer de tudo pra que ela melhore, tudo flui bem mais tranquilo. Esse contexto de fato é um pouco diferente no internato, pois as mães ficam mais nervosas vendo alguém que ainda não é médico cuidando do filho...até o próprio interno não tem a prática do pediatra, o que já torna diferente a relação.


Outro paradigma que precisa ser desmistificado é: a questão de lidar com crianças portadoras de doenças graves. Isso é algo que pode ser feito, não deve ser um empecilho para alguém deixar de fazer pediatria.


CARGA HORÁRIA E DIA A DIA NA RESIDÊNCIA

A carga horária é muito grande, e realmente é normal ficar muito cansado, mas é uma época muito enriquecedora e de engrandecimento. De forma geral, dá pra estudar e fazer a residência. No caso da Dra. Nathália, ela citou que atualmente, como pneumo pediatria, se dedica mais no aprofundamento da pneumologia pediátrica, enquanto que a parte da pediatria e puericultura ela busca estudar e se aprofundar devido ao seu emprego como professora da SANAR.

Quanto à conciliar a residência com plantões, ela citou que isso depende de qual serviço você está fazendo residência, e depende também de cada pessoa. No instituto da criança (residência de pediatria da USP), alguns poucos são possíveis. Porém, alguns outros serviços têm dias mais offs, carga horária menor, etc.


VIDA FORA DA MEDICINA

Durante a residência, é possível, se você quiser, encaixar atividades que você prioriza. Mas é um período em que você tem que selecionar bem as coisas que deseja fazer. Dra. Nathália cita que não via série e não conseguia ler coisas extra-assuntos da residência, mas manteve o hábito de nadar, por exemplo. Já atualmente, ela cita que como não dá mais plantão, tudo é mais tranquilo. É só uma questão de organização.


CAMINHO PARA SUBESPECIALIZAÇÃO

Para se subespecializar, você pode fazer residência, recebendo bolsa, ou pode fazer estágio, não recebendo nada – ou em alguns casos, até pagando (como alergia e imunologia do instituto da criança). Os que fazem estágio tem a mesma carga horária, mas quem faz residência também conta com plantões, o que é bastante enriquecedor. Mas isso é no instituto da criança, outros serviços podem mudar nessa questão de estágio x residência.

Em relação ao mercado de trabalho quanto à escolha da sub, tudo vai depender do seu gosto. Você não deve fazer uma sub de acordo com o mercado de trabalho, pois emprego você terá só por ser pediatra, existe muito serviço precisando de você. Dra. Nathália cita que escolheu suaespecialização pensando no que gosta de fazer: "gosto de pronto-socorro e pacientes graves, mas não gosto de plantão". Você precisa gostar da coisa que você vai mais atender.


ADAPTAÇÃO DE CONDUTAS

Quanto à adaptação de condutas adultas, muitas delas estão erradas de serem aplicadas em crianças. Muitas coisas variam nas crianças, como dosagens que são por kg (e não metade da ampola, por exemplo). Assim, a adaptação feita atualmente é péssima. Por isso os plantões de pediatria são para quem faz pediatria, e não para quem faz CM, pois você se depara com doenças diferentes e com uma população diferente.


Aqui foi um breve resumo! O que está esperando para assistir esse encontro? Basta clicar no link abaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=fbpKOfexwcE