Um Direcionamento das Grandes Áreas Médicas - Ginecologia e Obstetrícia

Fala, pessoal! Você que não acompanhou nosso bate-papo com a Dra. Cristina Sá, médica ginecologista e obstetra, no evento Coordenadas, confira aqui os principais pontos trazidos no diálogo.


RESIDÊNCIA

A escolha da residência deve estar alinhada aos seus interesses pessoais. Pretende ficar em outro estado trabalhando ou retornar?! A residência no próprio estado possibilita uma conexão com os profissionais locais, podendo ser mais fácil para ter campo. Ela recomenda ingressar diretamente após a formação, mas ressalta que a decisão é tomada muito pelo o que você está vivendo no momento (necessidade de juntar dinheiro, pagar financiamento estudantil...). Veja algumas perguntas feitas pelos espectadores:

· a residência alterna períodos entre Ginecologia e Obstetrícia? => varia de cada serviço de residência; no local onde ela concluiu a residência médica tinha serviço misto, tendo dias dedicados exclusivamente à ginecologia e outros direcionados para a obstetrícia;

· durante a residência, existe tempo para plantões extras? = “não sobra, a gente que inventa”; a residência tem uma carga horária muito pesada (atendimentos, discussões clínicas, estudos...), mas por vezes o residente busca uma grana extra por necessidade;

· parte cirúrgica da residência de GO => existe campo e a pessoa pode se dedicar apenas nesta área; ela recomenda buscar um local de residência que já possui serviço de videolaparoscopia; um outro detalhe inerente da cirurgia ginecológica é que, costumeiramente, as cirurgias não passam de duas horas, o que não gera uma grande exaustão que pode acontecer em procedimentos de outras especialidades cirúrgicas;

· é preciso amar cirurgia para fazer? => Não! GO tem um leque de áreas para atuar, existindo profissionais que ficam apenas na parte clínica;


ÁREA DE ATUAÇÃO

As áreas de atuação em GO são múltiplas, a exemplo: emergência; obstetrícia de consultório; parto humanizado (se destacando por ser um mercado novo e aberto; geralmente é formado por equipe multidisciplinar, que realiza acompanhamento até o pós-parto); minimamente invasiva = cirurgia robótica e videolaparoscópica para tratamento de endometriose; ginecologia hormonal; patologia do trato genital inferior (PTGI); regenerativa funcional; sexualidade feminina; reprodução assistida. Perguntas feitas pelo público:

· qual o caminho a seguir em reprodução assistida? => fazer um fellow ou pós-graduação; a partir dos 35 anos, a fertilidade da mulher começa a cair, estando qualquer profissional da área ginecológica responsável por informa-la sobre a possibilidade do congelamento dos óvulos;

· impactos da tecnologia na área => cada vez ganha mais espaço; o laser vem ganhando destaque na federação brasileira de GO, sendo apresentado em congressos e publicações, mas não é a única tecnologia nova... existe o LED, a radiofrequência e outros mais.


MERCADO

Dra. Cristina ressalta que o mercado é “sempre aberto ao bom profissional”; ela traz um pensamento muito usado na área médica, de que não falta espaço para o ginecologista (“monta uma casinha em qualquer lugar e vai atender”); como diferenciais, o profissional que tem atenção com os seus pacientes e se preocupa pelo que eles falam sempre vai manter sua clientela. O que os participantes perguntaram?

· capital x interior: onde trabalhar? => varia muito conforme o seu desejo de trabalho; algumas cidades interioranas não te possibilitam exercer a ginecologia especializada, mas abrirá as portas para uma ginecologia geral. Depende muito de cada lugar.

· como está o egresso da residência de GO para o mercado? => está cada vez mais preparado; tem acesso as novas tecnologias dentro das residências; realiza cursos de especialização; recursos que não tinha no passado.


ROTINA

Quanto a rotina do profissional, apareceu dúvidas bem pertinentes.

· como saber lidar com a intimidade das pessoas? => não julgar... ouviremos muitos relatos diferentes do “padrão” que você está habituado, sendo necessário ter empatia e sensibilidade com aquela história;

· como realizar consulta de criança/adolescente? => não examinar na primeira consulta, caso não seja urgência; é um momento que tendem a ter vergonha do próprio corpo, sendo as primeiras consultas um momento para diálogo e se conhecer.

· como lidar com a questão do aborto? => é ilegal no nosso país. Mesmo discordando, uma vez que a mulher tem o direito do seu próprio corpo, o profissional precisa respeitar o que diz a jurisdição, uma vez que pode responder sobre isso.


Do mais, Dra. Cristina ressalta que para as pessoas que estão indecisas quanto a escolha da especialidade, elas devem aproveitar o internato para conhecer áreas pouco vistas na faculdade.


Tivemos um encontro bastante agradável e muito mais temas foram trazidos na conversa: atendimento de paciente vítima de abuso sexual; atendimento à população LGBTQIA+; atuação de profissionais do sexo masculino na ginecologia; violência obstétrica; networking e marketing médico.


Aqui foi um breve resumo! O que está esperando para assistir esse encontro? Basta clicar no link abaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=0aKDyjxapKg