Um Direcionamento das Grandes Áreas Médicas - Clínica Médica

Fala, galera! Para você que não acompanhou nosso bate-papo inspirador com o Dr. João Vitor, confere a seguir os principais pontos da nossa conversa.


ESCOLHA POR CLÍNICA MÉDICA

A escolha especialidade acontece de duas formas: ou por gosto ou por exclusão. Na primeira opção, você gosta muito da especialidade, tem alguém que te inspira, um parente, e na segunda você não curte as outras e vai excluindo, até sobrar a que você mais se identifica. Dr. João cita que sempre gostou do raciocínio clínico, do ambiente da emergência, da terapia intensiva, e isso o influenciou.

Ele ainda nos deu uma dica: "Vivenciar o dia a dia da especialidade que você gosta, buscar acompanhar os médicos, conversar com as pessoas que fazem o que você quer fazer, para saber suas alegrias, o que a motivou, como é a prática."


O COTIDIANO DA ESPECIALIDADE

Basicamente o clínico tem quatro locais de atuação: enfermaria, emergência, UTI ou ambulatório. O profissional do ambulatório vai ter conhecimento das doenças ambulatoriais, diferente do médico que trabalha no departamento de emergência, sempre atualizado nas patologias dessa área. Por isso o cotidiano varia muito. Quanto à carga horária, isso muda também, se for ambulatório, se for emergência...Em um você trabalha de 12h as 18h, na outra há plantões de 12, 24hrs, ou seja, isso varia. Quanto a complexidade e gravidade, os casos também mudam de acordo com esse cenário. Porém as vezes existem casos de ambulatório que você vai encontrar no pronto-socorro e vai precisar internar, e vice-versa.

Quanto residência em si, primeiramente, vai depender muito do serviço/hospital. É sempre bom entrar em contato com quem já faz, pra você ter noção de como é. Ela tem duração de 2 anos. São 24 meses, com 2 meses de férias. Há estágios de 2 meses, há estágios de 1 mês, variando, e são 4 estágios eletivos, sendo que os estágios são divididos de acordo com as 4 possibilidades da CM.


VIDA FORA DA MEDICINA

Segundo Dr. João, nós médicos somos workaholics porque queremos, não porque precisamos. Se eu quiser fazer muitos plantões, eu posso. Mas também posso escolher dar menos e ter um salário menor, mas ter qualidade de vida. Durante a residência, Dr. João optou por dar plantão por fora, e por isso, eu não tinha finais de semana livre. Mas isso foi uma opção. Quando você se forma, você pode escolher o quanto você trabalha. Temos 6 anos tão duros dentro da medicina, mais alguns de residência, por isso precisamos tirar um tempo pra nós, pra o nosso descanso


A SUBESPECIALIZAÇÃO DO CLÍNICO

Existe uma estigma de que o clínico sofre muita pressão para se especializar. Porém, para Dr. João, a pressão vem mais da própria pessoa. Segundo ele, ano após anos, os residentes do HC tem “parado” um ano para pensar, refletir, e sabem que diante de uma formação excelente, você consegue oportunidades excelentes. Então existe espaço sim para o clínico, ainda mais se você for alguém fora da curva. Existe uma diferença muito grande entre o eu depois dos dois anos de residência de clínica e eu depois da faculdade. Você consegue ter mais conhecimento geral, um maior conhecimento de gerenciamento, você sabe como fazer as coisas andarem. Então não é como se a residência de clínica fosse somente uma mera etapa. Ela pode ser única e suficiente.


PLANTÃO DO CLÍNICO X DO GENERALISTA

Então o médico generalista que acabou de se formar vai dar um plantão. Seria o mesmo plantão do clínico médico? Existe diferença? Segundo Dr. João, a diferença ocorre na oportunidade: "Você não conseguirá, por exemplo, dá um plantão no Einsten sem uma residência de excelência, pois eles priorizam muito isso. Mas a depender do local, acaba sendo a mesma coisa, pois alguns hospitais priorizam outras coisas além do atendimento de qualidade."


Aqui foi um breve resumo! O que está esperando para assistir esse encontro? Basta clicar no link abaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=fbpKOfexwcE