COMO FALAR EM PÚBLICO


E aí galera? Tudo bom com vocês? Imagino que quase todo mundo um dia precisou falar em público, colocar-se perante pessoas desconhecidas ou apenas expor uma ideia. Por isso, após ler um livro interessantíssimo de Chris Anderson, TED Talks: o guia oficial do TED para falar em público, resolvi trazer pontos chaves dessa experiência que acredito que possam ajudar vocês a passar por esse desafio, às vezes, aterrorizante.

Vale ressaltar que as informações trazidas aqui foram adquiridas pelo autor em conversas com os palestrantes autores de palestras bem-sucedidas do TED, ou seja, são recomendações de pessoas que costumam se comunicar em público de maneira efetiva.


O que é comunicação?


Uma pessoa sobe no palco e o que acontece é espantoso todas as pessoas que a assistem começam a entrar em sintonia, suspiram, riem e aprendem juntos. De alguma forma, informações codificadas neurologicamente são copiadas e transferidas para os cérebros da plateia.

Sabe o quão poderoso é isso? As formigas por exemplo moldam conduta mediante troca de substâncias químicas. Nós fazemos o mesmo, mas transmitimos olhares, gesticulamos e emitimos sons, essa ferramenta é a comunicação humana.

Dessa forma, entendemos como comunicação é um processo que envolve a troca de informações entre dois ou mais interlocutores (RUDIGER F.).


Como se comunicar de maneira efetiva?


Primeiro, precisamos estabelecer duas ideias:

  1. Não existe receita de bolo, nunca haverá apenas um jeito certo de falar em público e se comunicar;

  2. O livro é muito grande, então separamos as partes que julgamos mais importantes, a leitura dele por completo vale muito a pena. (TED Talks: o guia oficial do TED para falar em público).


Ideia


Não há nada mais importante em sua aula/apresentação/palestra do que sua ideia e essa ideia é o presente que você tem que dar para a plateia. Algo que eles possam reter e levar para casa para aplicar na vida deles, permitir que essa ideia os modifique. Não leve ideia como algo novo, considere isso como uma informação, algo relevante que queira passar.

Por exemplo, minha ideia aqui é mostrar que falar em público é acessível para todos apenas adotando algumas dicas. Dessa forma, a ideia é qualquer coisa capaz de mudar a visão de mundo da pessoa.

Sendo assim o mais importante não é falar bem, muito menos ser confiante, e sim, ter algo importante a se dizer. Sempre se pergunte, o que isso irá acrescentar? Seja confiante. Sempre que possível, converse com alguém, que possa te dar uma opinião sincera sobre o assunto.


Procrastinação


Depois de pensar na ideia, temos que começar a preparar a aula. Esse é um dos principais obstáculos, sempre a internet, a última postagem no Instagram ou um vídeo no youtube são mais interessantes do que se debruçar sobre um assunto e preparar uma aula sobre.

Mas, use seu medo de falar em público, sua aflição de estar despreparado sua ignorância naquele tema para motivá-lo, isso mesmo, a ignorância. Ela poderá te dar o estímulo necessário para você se debruçar sobre algo e aprende-lo.

Por tanto, nunca negue falar sobre algo que você não conhece muito, com o tempo necessário e estudo, você pode virar o novo “especialista no assunto”.


Linguagem


A linguagem é uma tecnologia criada por nós seres humanos, onde podemos, por meio dela, transmitir uma ideia, atuar e interferir no cérebro do próximo. Porém a linguagem deve ser compartilhada entre o comunicador e ouvinte para que ela tenha eficácia.

Por exemplo, se eu digo, quero que você imagine um loxodonta cyclotis revestido com o pigmento 032U. Consegue imaginar algo?

Porém se eu falo quero que você imagine um elefante pintado de vermelho. Mais fácil né?! Então sempre lembre que quando for elaborar uma aula, sua linguagem deve estar adaptada ao público. E quando isso é feito a eficácia é grande!

Devemos lembrar sempre que além da linguagem existem ferramentas importantíssimas como a linguagem corporal e tom de voz (ênfase).

Uma vez que isso está bem estabelecido, sua aula tem grandes chances de dar certo, a não ser que você caia em uma das armadilhas.


Armadilhas


Há 3 principais armadilhas ao falarmos em público:

1. Conversa de Vendedor;

2. Divagações;

3. Desempenho Motivador.


Conversa de Vendedor

Essa é a armadilha que basicamente a pessoa, ao preparar uma aula, quer mais tirar da plateia do que dar algo para ela.

Por exemplo, estudei em um colégio de Salvador no ensino médio e tinha uma feira de profissões para os estudantes começarem a conhecer mais e se familiarizarem com as profissões. Eu considerei a feira um desastre, não só eu como maior parte dos alunos, não conseguimos levar quase nenhuma informação nova. Os palestrantes iam lá mais promover as instituições, faculdades e etc, do que explicar a profissão propriamente dita.

Ao invés de nos passar conhecimento, objetivo da feira, eles optaram por se promover.

Essa é a conversa de vendedor.


Divagações

Basicamente imagine que quando uma pessoa para e senta para te ouvir, ela ta te dando o bem mais precioso da vida dela, tempo. Então o palestrante sempre deve evitar conversas e histórias pouco objetivas, que tomem tempo da aula. Pois, isso acaba não acrescentando muito a plateia que está lá para ouvir sua ideia de forma objetiva e clara.


O desempenho motivador

Essa armadilha se baseia em você não gostar de ser o centro das atenções!

Todos gostam de ser engraçados, de receber aplausos e motivar as pessoas, mas sua aula não pode se basear nisso. Lembre, você sempre quer passar uma ideia. Portanto, adquirir a admiração e motivação da plateia não deve ser algo ensaiado muito menos seu objetivo com a aula.

Até agora discutimos como falar em público pode dar errado, mas, como isso pode dar certo?!


Linha Mestra


Estabeleça uma linha mestra, mas, o que é isso? Você tem um início e onde você quer chegar (fim), imagine um cabo forte ligando esses dois pontos, esse é seu tema, um vetor a se seguir, e você deve então pendurar todas suas ideias relativas esse tema, de forma a nunca fugir do tema principal.

Então sempre cuidado ao acrescentar coisas em sua aula, por exemplo, você esté falando de neuroanatomia e acrescenta um caso clínico ou um vídeo de uma cirurgia, ok, está em sua linha mestra do assunto, mas sempre se certifique que ao acabar a exposição desse tópico você deve concluir sobre o vídeo, no caso, e voltar ao assunto que estava falando, anatomia do 4º ventrículo, por exemplo.

O que podemos pensar é: o que eu quero que a galera leve para casa daqui? E deixar isso o mais claro possível durante a aula. É a famosa frase que os professores de redação diziam para gente no pré-vestibular NÃO FUJA DO TEMA.

E como eu posso definir isso? Escolher meu tema?


Menos é Mais


Lembrem de escolher temas relevantes e se perguntem, isso é importante para a platéia?

Devo gastar meu tempo de aula com essa informação?

O que isso acrescentará?

Perguntado isso, já podemos ter noção sobre o que falar sobre esse tema. Menos é mais, essa expressão vem se tronando famosa e com ela, nesse caso, significa:

Não adianta trazer um milhão de informações sobre o tema que você vai abordar, muito menos falar tudo sobre ele, é mais efetivo você focar nos pontos principais desse tema e explicá-los com mais calma, para que quem estiver assistindo saia com uma informação dali.

Sempre lembre de fazer uma boa seleção, pois existem certos tópicos que não devem faltar em certos temas. Na dúvida, consulte alguém mais experiente no assunto em questão.

“O segredo de uma boa aula está nas palavras cortadas” – Chris Anderson.


Estrutura



Já estabelecemos uma linha mestra e os principais tópicos a serem abordados. A partir desse momento, temos que encaixá-los em uma estrutura.

Claro que isso varia de pessoa para pessoa, mas para Sir Ken Robinson, educador e um dos palestrantes com mais visualizações do TED, argumenta que uma palestra deve obedecer a seguinte estrutura:

  1. Introdução – Apresentação do que será exposto;

  2. Contexto - Por que a questão é relevante?

  3. Conceitos principais;

  4. Implicações práticas (esse tópico, na maioria dos assuntos de medicina, ocorre durante a exposição do tema, exceto em matérias do ciclo básico);

  5. Conclusão.

Então, devemos assim estabelecer 3 perguntas, O quê? E daí? E agora?

Vale ressaltar que isso não é uma fórmula, logo nem todos precisam adotar essa estrutura. O importante é construir uma estrutura para a sua aula.


Ferramentas



Assim que tiver a linha mestra e estruturá-la, você estará pronto para planejar o que irá prender sua plateia ao assunto em questão e temos 5 principais ferramentas para isso:

1. Sintonia;

2. Narração;

3. Explicação;

4. Persuasão;

5. Revelação.

Não é necessário usar todas ou apenas uma, são apenas ferramentas que podem tornar sua aula mais interessante.

Sintonia

Normalmente as pessoas apresentam certa resistência a abrir a sua mente, seu bem mais precioso, a outra pessoa. Por isso o palestrante tem que ganhar confiança, superar essa resistência.

Para isso é fundamental mostrar seu lado humano, construindo essa confiança. Mas, como fazer isso?

Para isso temos alguns detalhes, como, por exemplo, estabelecer contato visual a todo momento, sorrir, passando confiança e empatia. Quando fazemos isso, a pessoa que faz contato visual conosco sente-se acolhida, compartilha das suas emoções e sente vontade de sorrir também. Isso ocorre, por conta do sistema de neurônios espelho. Então, para criar sintonia, distribua o olhar e sorria naturalmente você passará confiança e leveza na sua aula.

Mostrar vulnerabilidade, digo isso como, não aparentar ser o maioral, mostre que é uma pessoa comum como qualquer outra, que tem defeitos. Para isso, por exemplo, você pode usar o nervosismo a seu favor. Caso você se atrapalhe, não consiga falar uma palavra, dê uma pausa, beba uma água e pode mostrar para plateia que está um pouco nervoso, afinal, é normal. Permita-se errar!

Então permita-se mostrar que você é uma pessoa comum, que pode errar ou estar nervosa, a plateia cria empatia e até torce por vc.

Faça a plateia rir, nesse quesito, temos que tomar muito cuidado, nem todos conseguem fazer isso de forma natural. Portanto, não tenha medo. De fazer piadas ou contar situações engraçadas, caso tenha a ver com o tema explicado, será de grande ajuda e diversão. Nesse caso, é melhor ter bom senso. Não tenha medo de fazer a plateia rir, mas não force a barra e controle o público, o momento da risada tem começo e fim.

Refreie o ego, não se ache demais e nem tente ser uma pessoa que você não é.

Conte uma história, pessoas adoram histórias, desde que sejam objetivadas para um melhor entendimento do assunto, quando você consegue unir humor (rir), leve auto depreciação (vulnerabilidade) e insight (linha mestra) sua história tem tudo para ser um sucesso.

Por fim, não estrague a sintonia, evite comentários e pensamentos tribais, o que é isso? Que se referem alguma tribo, os seres humanos vivem em tribos, ideologias, política, religião. Exceto, claro, caso sua palestra seja sobre esses temas. Evite realizar comentários que te classifique como parte de uma ou ofenda outra. Pois, em sua aula, haverá todos os tipos de pessoas, com isso você só tem a perder.


Narração

Seres humanos nasceram contando histórias, essa deve ser uma das práticas mais antigas da nossa espécie. Para vermos como contar histórias faz sucesso basta olhar o quanto series, filmes e livros que nos contam histórias arrecadam e são conhecidos.

Então, imagine você conseguir associar uma história que acrescente sua palestra? O interesse do público é imediato. Então, muitas vezes vale a pena se arriscar a criar ou contar algo que já existe que realmente acrescente a apresentação.

As histórias se encaixam perfeitamente para introduzir um assunto (início), explicá-lo (meio) ou concluí-lo (fim). Metáforas também são boas nesse quesito, para explicações.

Vale lembrar que, nas histórias, devem ser evitados detalhes excessivos, devemos focar na ideia central, que deve coincidir com o tema abordado.


Explicação

Acredito ser uma das partes mais importantes em como atrair o público, pois é aqui que se baseia a trasmissão do conhecimento.

Um psicólogo foi uma vez ao TED e ele queria explicar o conceito de felicidade sintética e porque fazemos previsões incorretas do nosso futuro.

Então ele começou:

“Quando se tem 21 minutos para falar, 2 milhões de anos são uma eternidade”.

(Abertura ligada ao presente, de fácil entendimento e que desperta interesse)

“Mas, do ponto de vista evolutivo, dois milhões de anos não significam nada. Ainda assim, em dois milhões de anos a massa do cérebro humano quase triplicou. O que o cérebro da gente tem de tão importante para a natureza querer colocar um dentro de cada indivíduo?”

(Mais curiosidade, a plateia agora sente necessidade da resposta, sempre queremos novas ideias)

“Bom, quando os cérebros triplicam de tamanho, eles não ficam apenas maiores, eles ganham novas estruturas. E um dos principais motivos de nosso cérebro crescer tanto foi a aquisição do córtex pré-frontal. O que o córtex pré-frontal faz, que justifique toda a reforma arquitetônica do cérebro humano, ocorrida em um piscar de olhos no tempo evolucionário?”

(Primeiro conceito a ser trabalhado, cortex pré-frontal)

“Uma das funções mais importantes do cortex pré-frontal é atuar como simulador de experiências. Os pilotos treinam em simuladores de voos para não cometerem erros. O ser humano, dispõe dessa adaptação maravilhosa para similar experiências em suas cabeças antes de vivenciá-las. Nenhum animal é capaz de fazer isso como nós. “

(Simulador de experiências, um conceito vital, introduzidos com uma metáfora simples do simulador de voo, explicando córtex pré-frontal)

Vejamos agora se os simuladores de experiências de vocês estão funcionando. Imaginem dois futuros e me digam o que preferem, ganhar na loteria ou ficar paraplégico.

(Nesse momento o palestrante mostrou dados, segundo os quais, um ano após o acontecimento supracitado, os integrantes de ambos os grupos demonstram o mesmo nível de satisfação)

“A pesquisa que meu laboratório está realizando revelou um fenômeno denominado de viés de impacto: que é a tendência do nosso simulador funcionar mal, fazendo o indivíduo acreditar que resultados distintos são mais diferentes do que realmente são na realidade.”

(Ao receber o conceito de viés de impacto, o mistério começa a ser solucionado, mas ainda não totalmente, e aí o palestrante revela seu conceito chave)

“Pesquisas mostram que os efeitos de vencer ou perder uma eleição, começar ou terminar um relacionamento, receber ou não uma promoção ou ser aprovado ou não na faculdade tem muito menos impacto do que as pessoas acham e duram muito menos tempo também.

Outro estudo relata sobre a forma como graves traumas afetam as pessoas e indica que, com poucas exceções, se o ocorrido tem mais de 3 meses, não exerce absolutamente impacto algum sobre a sua felicidade.

Por quê? Porque a felicidade pode ser sintetizada. Os seres humanos possuem algo que podemos chamar de sistema imunológico psicológico. Um Sistema de processos cognitivos de grande parte inconscientes que os ajuda a mudar a forma de ver o mundo, para poderem se sentir melhor nas situações que se encontram.”

(Para finalizar, ele abre mão de exemplos, que não cabem agora, por isso que eu vou lhes fornecer um próprio.)

Ao perguntar sobre o pré-vestibular ou o estudo para a residência, grande parte dos estudantes falam que foi uma experiência de crescimento e maravilhosa no longo prazo, isso não seria nosso sistema imunológico psicológico sintetizando nossa felicidade atual?

Dessa forma, podemos resumir a metodologia da explicação em 5 passos:

Passo 1 – Começar onde a plateia está;

Passo 2 – Ascender curiosidade;

Passo 3 – Apresentar conceitos 1 a 1;

Passo 4 – Utilizar metáforas;

Passo 5 – Dar exemplos.

Desse modo você consegue explicar conceitos difíceis e não cai na armadilha da maldição do conhecimento, que é quando você, por saber muito sobre determinado assunto, acha que todos sabem, e acaba dando uma aula que ninguém entende nada.

Lembre, você deve falar a linguagem do público.

Para finalizar uma explicação com sucesso, sempre a faça com empolgação, afinal, se você, especialista, não se empolga com que você está explicando, por que eu, que estou vendo isso pela primeira vez, devo me empolgar?


Persuasão



Enquanto a explicação visa construir uma ideia, a persuasão visa descontruir algo, para reconstruir de maneira diferente. Um pouco mais difícil, não? Isso significa convencer o ouvinte de que sua maneira de ver o mundo não é a mais adequada, para isso, utilize a razão e exemplos para mostrar que talvez aquela não seja a melhor forma de enfrentar aquele tema e mostre um caminho mais convincente.

Por exemplo, eu afirmo, vivemos em um período em que as práticas violentas só fazem melhorar. Concordam? Maioria provavelmente não. Mas quando nos afastamos um pouco de um período histórico único e comparamos a sociedade em que vivemos com o período de 1ª e 2ª guerras mundiais, ou por exemplo, na França que a 500 anos atrás tinha prática de entretenimento de jogar gatos na fogueira apenas para vê-los gritar. Ou ainda na época de colonização, onde muitos povos nativos foram dizimados, o período atual agora parece um pouco mais pacífico né?


Revelação

Essa é uma técnica que consiste na maneira mais simples de apresentar sua ideia, apenas mostrando-a, sem mais delongas. Mostre o que você quer falar de maneira clara e inspiradora.


Abertura e Encerramento


De fato, um dos momentos mais importantes da palestra é a abertura e o encerramento.

Pense dessa forma, o que eu tenho que dizer para convencer essa galera a prestar atenção em tudo que eu vou falar? Isso é abertura e você pode usar de algumas ferramentas para torná-la mais interessante.

  1. Fazer um pouco de teatro, magia galera, conte uma história, faça uma metáfora, mas cuidado para ser objetivo e não se estender demais;

  2. Provoque a curiosidade, faça perguntas, instigue o público, mas sempre as responda até o final;

  3. Mostre um vídeo, uma imagem ou algo que possa introduzir seu tema e demonstre inspiração;

  4. Provoque sempre, mas não entregue sua aula no início e nem seja muito genérico. Por exemplo, quando sua mãe quer sua ajuda para ir ao supermecado e fala que vai comprar uma coisa para você, o que ela fala primeiro? Ei filho, bora ali comprar algo que você gosta ou tomar um sorvete, quando você vê, vc já está fazendo compras, assim deve ser sua palestra. Instigue a plateia a te acompanhar.

Depois de tudo isso, devemos nos preocupar em o que deixar na mente das pessoas, qual será nossa última impressão? Não devemos estragar tudo no final!

  1. Podemos dar uma visão panorâmica de tudo (resumir a ideia que defende);

  2. Chamar para ação (se você deu uma ideia muito boa ao público, por que não os convocar para trabalhar nela?)

  3. Valores e visão (oferecer a partir de sua palestra uma esperança e inspiração de como o mundo deveria ser);

  4. Simetria narrativa (uma aula bem arquitetada pode remeter a introdução e responder as perguntas feitas, dando uma boa ideia de conclusão).

Enfim, qualquer que seja seu encerramento, planeje-o, um paragrafo final criativo seguido de um simples obrigado, essa é uma das melhores formas.


O Segredo


Mas, mesmo que você não tenha uma ideia, relaxe, somos novos, temos uma vida pela frente. Mesmo que não tenhamos algo revolucionário para apresentar, temos muito o que compartilhar, então nunca tenham medo de simplesmente falar se impor e transmitir sua ideia, pois a ideia é uma das coisas mais ponderosas que existem.

No final das contas é muito simples, mais do que nunca estamos conectados. Isso significa que nossa capacidade de dividir ideia é maior do que nunca. Se arrisquem!

Pois, como o próprio Chris Anderson fala:

“Sempre irá haver uma página aberta e um palco vazio a espera de sua contribuição.”

Após esse brave resumo, caso queira adquirir o livro para ter um panorama completo de como falar em público é só clicar no link TED Talks: o guia oficial do TED para falar em público.



REFERÊNCIAS


ANDERSON C. J. TED Talks: O guia oficial do TED para falar em público. Editora Intrínseca Ltda, 2017.

RUDIGER F. as teorias da comunicação. Artmed Editora S.A, 2011.